Antes mesmo da divulgação dos resultados do ENEM deste ano, eu posso imaginar quem serão os maiores pontuadores: o stress e o cansaço. Afinal, esses dois conseguiram vencer centenas de milhares de estudantes. Bom, pelo menos para rebater as 180 questões, o Ministério da Educação trouxe um tema bem conhecido e de fácil argumentação: “VIVER EM REDE NO SÉCULO XXI: OS LIMITES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO”, o que por sua vez me fez refletir e discutir um pouco sobre o assunto. O que observei de interessante é que a proposta da redação traz um fragmento citando que a ONU acaba de declarar o acesso à rede como um direito fundamental do ser humano. Pois bem...
O que o avanço da tecnologia está nos proporcionando atualmente, é sem dúvidas, um fenômeno imensurável e de realizações infinitas. O voto através da urna eletrônica, a descoberta de novas vacinas e a criação de combustíveis alternativos, são alguns dos resultados deste avanço.
O acesso a rede de computadores é mais um desses resultados, que além de trazer inúmeros serviços à população, como transações bancárias, acesso a redes sociais e comunicação em tempo real com qualquer lugar do mundo, também remete a opinião pública a lados distintos. Há quem veja apenas o lado positivo que está parcialmente ligado ao comodismo, ao entretenimento e a busca por novos conhecimentos. Porém, as opiniões contrárias nos apresentam as desvantagens de tal tecnologia, como crimes virtuais e o sedentarismo. Vale lembrar também da perda da privacidade, pois com a facilidade na publicação de artigos, fotos e vídeos e com praticamente 100% dos celulares dispondo de recursos fotográficos para tais ações, todos nos tornamos alvos fáceis de divulgação.
A declaração da ONU é louvável, contudo, os governantes e gestores precisam pensar a frente e investir em meios que dêem suporte aos usuários e garanta um acesso seguro, tranqüilo e de qualidade.
Rafael Lopes dos Santos é acadêmico de Pedagogia da Unemat em Juara