Ex-superintendente do Ibama em MT teria beneficiado empresa de Juara

Alvo de investigação da Polícia Federal, o ex-superintendente do Ibama em Mato Grosso, Marcos Keynes dos Santos Lima, é acusado de, na época em que comandava o órgão, atuar ativamente em um processo administrativo que teria resultado na devolução indevida de veículos apreendidos da empresa Creforma Comércio, Transporte e Serviços Ltda.

A empresa, segundo a PF, é de propriedade do casal Celso Ricardo Borba Azoia e Juliana Bressan Assoia.

Na manhã desta terça (5), agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema), onde Marcus atuou como superintendente de Gestão Florestal entre março e novembro de 2016. O mandado foi autorizado pelo juiz federal João Moreira Pessoa Azambuja e faz parte da Operação Pázari. Outras duas ordens judiciais foram cumpridas no Amapá (uma residência e no Ibama) e 4 em Juara.

Segundo a investigação, durante a Operação Onda Verde realizada pelo Ibama em setembro de 2014, cinco caminhões e cinco reboques de propriedade da Creforma foram apreendidos, pois estariam realizando extração ilegal de madeira no interior da terra indígena Apiaka Kayabi, na região de Juara.

A PF desconfia de que Marcus tenha beneficiado a empresa, pois em decisão proferida por ele em fevereiro de 2015 ficou apontado que o então superintendente analisou corretamente a legitimidade da apreensão dos bens, após os veículos já terem sido devolvidos indevidamente.

“Ademais, em que pese tenha concluído pelo indeferimento do pedido de restituição, não consignou qualquer prazo para que a empresa entregasse os veículos de volta à autarquia”, diz trecho da decisão de Azambuja.

Ainda conforme a investigação, a suspeita de que Marcus teria praticado advocacia administrativa também é levantada no depoimento de uma servidora do órgão e nas denúncias da Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama.

Fonte :

RD News

Deixe seu comentário: