
A Justiça acolheu o pedido liminar feito pelo Ministério Público, na pessoa da promotora de justiça Dr. Roberta Cheregati e decretou a indisponibilidade de bens do prefeito de Tabaporã, Percival Cardoso de Nóbrega, e do secretário municipal de Obras, Walmir Barreto. O montante bloqueado é de até R$ 150 mil.
De acordo com a promotora de Justiça que atua em Tabaporã, Roberta Cheregati, a ação civil pública tem como objetivo responsabilizar os gestores pela prática de improbidade administrativa em razão de irregularidades cometidas ainda no período eleitoral, no ano de 2010, quando o atual prefeito Percival exercia o cargo de secretário de Obras e o atual secretário Walmir Barreto era empresário do ramo de transportes.
Consta na ação impetrada pela promotora que o atual prefeito utilizou-se dolosamente da máquina pública para fins políticos. Já Walmir Barreto, que na época dos fatos ainda não era agente político, se beneficiou direta e ilicitamente com o ato improbo do então secretário de obras. Segundo a denuncia do Ministério Público, mesmo estando à frente da Secretaria de Obras, Percival Cardoso de Nóbrega coordenou a campanha do deputado federal Roberto Dorner.
“O gestor deixou de cumprir eficientemente a sua função de secretário de obras, pois não se licenciou do serviço para a campanha, dedicando-se ao serviço público e à campanha concomitantemente. Ademais, utilizou-se dolosamente da máquina pública para fins políticos, configurando dano ao erário”, destacou a promotora de Justiça.
Segundo doutora Roberta Chegerati, depoimentos prestados ao Ministério Público por alguns vereadores e servidores públicos revelaram que no período eleitoral máquinas do município foram disponibilizadas para realização de serviços particulares em troca de favores eleitorais e para o transporte de material de campanha.
“O prefeito e na época secretário de obras utilizou-se da máquina pública para realizar trabalhos nas fazendas de particulares com máquinas e dinheiro público, eis que, conforme apurado, ele autorizava o cascalhamento em fazendas, sendo parte do serviço pago pelo fazendeiro e outra parte pela prefeitura, tendo sido contratado para os serviços particulares o caminhão do requerido Walmir Barreto”, afirma a promotora.
Os dois gestores serão notificados para apresentar defesa preliminar.